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Dados Econômicos

ASPECTO ECONÔMICO

Devido a sua topografia privilegiada, o baixo Muriaé, com abundância de mão-de-obra escrava para o cultivo da cana e a fixação de famílias lusos-espanholas à frente de seus engenhos foi-se tornando importante, como produtor de cana-de-açúcar e elevando o nome a Freguesia de Laje.

Eram concedidas sesmarias para quem quisesse cultivar a cana-de-açúcar, a pessoas que não possuíam títulos de propriedade da terra. Ao mesmo tempo ocorreu a interiorização do homem às terras férteis do baixo Muriaé. Os mestiços, descendentes de escravos e índios, chegavam a uma clareira desabitada, erguiam uma choupana de sapé, passando a criar galinhas, plantando feijão, mandioca e tirando o sustento da terra, quando
apareciam senhores vindos de cidades estranhas com titulo de proprietário da terra, que o caboclo não tinha.

- Agricultura:

Enquanto no Baixo Muriaé predominava a lavoura de cana-de-açúcar, o Alto Muriaé era explorado pêlos garimpeiros, no desejo de encontrarem ouro e diamante.

"Entre os faiscadores de ouro, cita-se o nome de Pedro Cacunda, que mais ou menos em 1 740, deu ciência ao Rei de Portugal da existência de grande jazida de ouro, naquela zona".

Toda área rural de Laje do Muriaé sofreu um processamento com relação a sua cultura. Primeiro surgiu a monocultura do algodão, depois da cana-de-açúcar e mais adiante a do café, que foi sem dúvida o período áureo. Com a decadência da produção do café, surgiu a monocultura do arroz, que se faz presente até hoje.

- Indústria:

Em 1876, o alemão João Henrique Caspary, estabeleceu-se em Laje, fundando uma fábrica de cerveja. Contou, com a sociedade do Sr. Mariano José Garcia, cuja firma chamava-se Garcia & Caspary. Esta foi a primeira fábrica de bebidas existente nestas redondezas.

Sabe-se também da existência de uma fábrica de sabão, uma serraria, 03 máquinas de beneficiar café, 04 máquinas de beneficiar arroz, 02 fábricas de aguardente, 02 olarias, 0l fábrica de móveis e moinhos de fubá 6.

- Artesanato:

Era efetuado por artesões anônimos que trabalhavam com grande saber, na fabricação de cestos, de fibras ou bambu, moringa ou talha de barro ou argila e objetos em madeira tais como: colher de pau, pilão, socadores e gamelas. Engendravam também abanos e vassouras de palha ou cipó.
Existiu, em épocas mais remotas, a arte indígena, que floresceu com trabalhos de pedra e barro. Por volta de 1855, surgiram artesões que confeccionavam sandálias,
bolsas, tamancos e sapatos de couro. Nesta época, as mulheres se ocupavam com o
bordado, tricô e crochê.

- Comércio:

Em 1842, surgiam em Laje três casas comerciais. Nelas vendia-se de tudo, tornando-se os centros convergentes da população urbana e rural. Em 1960 já contava com 34 casas comerciais, situadas na zona urbana, 33 na zona rural e 0l cooperativa de crédito bancário - ITAPUCA.

- Transportes:

O transporte rudimentar da Laje era feito através de canoas, que faziam a travessia do rio Muriaé, interligando Laje com Itaperuna, Natividade e Porciúncula. O cavalo era muito utilizado e teve grande desempenho como veículo transportador de produtos da zona rural para a zona urbana. Com o passar do tempo, surgiu a charrete e finalmente os caminhões e
carros.
As estradas se apresentavam em péssimo estado. Eram estreita e ligavam a zona urbana com a zona rural. Por muitas vezes, em dias de chuvas, ficavam completamente interditadas.
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